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Cap€talismo

  • 6 de ago. de 2020
  • 1 min de leitura

Atualizado: 7 de ago. de 2020

Captalismo


A lavra do ouro

Poluente e letal

Acumula tesouro

Desce o rio mortal


Ter água benta

Em jarra dourada

Por si não isenta

Nem refresca a alma


"Livrai-nos, São Bento,

De animal peçonhento!"

No garimpo o lamento

Já com veneno por dentro


Alguma coisa estranha

Contamina as veias

Do ser que se banha

Com traiçoeiras sereias


Simão e Caronte

Lavam mãos numa fonte

De peixes sem sangue

De almas sem chance


Em um trono talhado

Com luxúria e suor

Tem encosto banhado

Com ganância e dor


Mais valia a chuva

Que irrigava a terra

Alimentava a uva

Abastecia a taverna


A verdadeira riqueza

Jamais se penhora

Água pura na mesa

Incolor, inodora.


Mecanismo torpe

Polui o planeta

Mercúrio e enxofre

Licor do Capeta


Uma hora é tarde

Pra fazer o balanço

Nessa hora aguarde

A cobrança do "banco"


O que se deposita na Terra

Poluindo o ar e a água

É um juro que gera

A conta a ser paga.



(#TMZ, codinome de Tomaz André)

 
 
 

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