A Lua Intencional
- 5 de ago. de 2020
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Atualizado: 7 de ago. de 2020

Na obra do escritor, ilustrador e aviador francês Saint-Exupéry, "O Pequeno Príncipe" veio voando além da Lua e desenhou uma cobra comendo um elefante. Perplexo que estava, o petiz do espaço sideral exagerou a fauna voraz da Terra.
Desenhava horrivelmente (o Principezinho), ao ponto da cobra entalada com o enorme elefante ficar parecida com um chapéu (no papel).
Alienígena, o Príncipe Pequeno não ligou para as críticas ao seu desenho em si, nem mesmo com a representação exagerada da predação animal. No entanto, muita criança terráquea deixa de desenhar por causa das críticas, sejam predatórias ou comedidas.
Tem vez que a poesia também assim se perde: morre nos corações por causa de críticas, ainda que sejam críticas para melhorar a métrica poética.
Assim, eu foco: "Em certos casos, mais vale a a intenção".
Sei: "de boa intenção o Inferno tá cheio". Mas está cheio também, o Céu, de estrelas.
A gente sabe, aliás! Sabe das estrelas, assim como sabe do Sol, que "existe", como disse o poeta e ilustrador russo Maiakóvski, mesmo que estejamos trancados num quarto escuro e não o enxerguemos.
E a gente sabe também que a Lua é admirável, embora as fotos postadas por muitos admiradores, não.
Dá para enxergar empolgação poética nas fotos desfocadas que inundam as redes sociais em dias de Lua Cheia (ou Nova). Sou desses!
Maiakóvski (utópico revolucionário socialista) diria, de algum gulag na Sibéria:
"Mesmo que tranquem você num quarto escuro e lhe mandem uma foto feia e embaçada, a Lua Bela existe!"

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